Quem sou eu

Minha foto
Em 2009 fui diagnosticado com uma doença do neurônio motor (DNM) Trata-se de uma doença neuromuscular, progressiva, degenerativa e sem cura. Mesmo assim insisto que vale a pena viver e lutar para que pesquisas, tratamentos paliativos, novos tratamentos cheguem ao Brasil no tempo + breve possível, alem do respeito no cumprimento dos nossos direitos. .

20 de abr. de 2020

Uso de Concentrador de Oxigênio em pacientes com ELA


Por Antonio Jorge de Melo

Desde que fiz minha primeira prova de função pulmonar em 2009, orientado pelo ilustre Neurologista Marco Chieia (UNIFESP), até os dias atuais, minha Capacidade Vital Forçada (CVF) vem sofrendo um decréscimo lento e gradual. De uma CVF inicial de 91% em 2009, hoje ela está em 46%. A CVF representa o volume máximo de ar exalado com esforço máximo, a partir do ponto de máxima inspiração.

Pelo fato de eu estar em regime de Homecare, diariamente minha taxa de saturação de Oxigênio é mensurada, e recentemente ela começou a apresentar valores limítrofes na parte da manhã, oscilando entre 91% a 93%. Busquei o auxílio da Fisioterapeuta do INDC e da TDN Simone Ziccari, e ela me orientou a fazer uso de um equipamento chamado CONCENTRADOR DE OXIGÊNIO.

O concentrador de oxigênio (foto) é um aparelho que substitui a  garrafa de oxigênio, e consiste na administração terapêutica de oxigênio em concentração acima do normal, com objetivo de manter a oxigenação dos tecidos adequada e corrigir distúrbios hipoxêmicos, reduzindo a sobrecarga do sistema cardiopulmonar.

A oxigenoterapia é um dos principais tratamentos para a Insuficiência Respiratória e Hipoxemia, pois ele auxilia na melhora da qualidade de vida, no aumento da sobrevida, melhora a eficiência do sono, reduz necessidade de internação, além de melhorar a função cardíaca. 

O Homecare que me assiste, logo que apresentei um laudo prescritivo, disponibilizou para mim esse equipamento, que utilizo sempre que sinto qualquer nível de dispneia ou desconforto respiratório por um período médio de 1 hora, com resultados muito satisfatórios.

Alguém poderá questionar: “Mas o uso de Oxigênio não  é contraindicado para pacientes de ELA com comprometimento respiratório? Sim, é verdade, mas a Fisioterapeuta Simone Ziccari foi muito enfática ao dizer que o uso desse equipamento só deve ser feito junto com o Bipap, através de um dispositivo inserido na entrada da máscara (foto).

Por fim, na condição de um paciente leigo, sempre insisto para que nós, pacientes de ELA, não façamos qualquer tipo de tratamento ou terapia com equipamentos sem a devida orientação de um profissional da saúde qualificado, pois a ELA é uma doença de alta complexidade, e principalmente nesses tempos de COVID19, devemos redobrar os cuidados e precauções. 





19 de mar. de 2020

Orientações para pacientes com Doenças Neuromusculares frente a Pandemia do Coronavírus




Dra. Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular/Respiratória

Pacientes com ELA, Doença do neurônio motor (DNM),  Distrofias Musculares e outras doenças Neuromusculares são grupo de risco e precisamos evitar ao máximo que sejam infectadas pelo coronavírus.

Esses pacientes possuem como característica principal a fraqueza muscular progressiva. Não há um comprometimento do tecido pulmonar um problema respiratório, mas sim um problema ventilatório causado pela fraqueza da musculatura respiratória que ocorre com a evolução da doença. Os pacientes perdem progressivamente a capacidade pulmonar até a necessidade de uso de Ventilação mecânica não invasiva e, quando necessário, ventilação invasiva com traqueostomia.

Uma pessoa sem uma doença de base que contrai o coronavírus apresenta uma disfunção pulmonar grave com características únicas. O coronavirus por causar uma infecção pulmonar, pode levar a um quadro de broncopneumonia/ pneumonia grave com perda de capacidade pulmonar.

Os pacientes neuromusculares naturalmente já apresentam perda da capacidade pulmonar, se infectados tem um risco aumentado de complicações respiratórias graves, com risco de morte.

Os estudos que vem sendo publicado, demonstraram que pessoas infectadas com coronavírus em estado grave, apresentaram baixa resposta a ventilação mecânica não invasiva (VNI) utilizada a princípio. O que levou a consequente piora do quadro clínico e atraso no tratamento correto. Outra questão verificada, está relacionada a maior disseminação do vírus e contaminação dos profissionais pela proliferação do aerossol arraces da VNI.

Sendo assim a conduta que teve bom resultado nos países que passaram pelos casos graves foi, em caso de infecção por coronavirus grave, realizar intubação orotraqueal precoce do paciente.
Não temos informações ainda em nossa população como a doença evolui. Houve até o momento, apenas um caso registrado de morte de um paciente com doença do neurônio motor (DNM) no Reino Unido. Um homem de 45 anos, com diagnóstico de DNM desde de 2018. Único caso que tive conhecimento até agora.

Mas, diante do comportamento da doença na população de risco comparado aos comprometimentos característicos apresentados em pacientes com doenças Neuromusculares, tentamos prever como seria sua evolução. Informamos e reforçamos as orientações sem causar pânico, mas é importante que se tenha conhecimento da real gravidade de sua exposição ao vírus.

Outra grande questão que preocupa em relação aos nossos pacientes é, caso infectado com necessidade de intubação, como seria a possibilidade de extubação, tirar esse paciente do tubo passado o período da infecção? Antes mesmo da pandemia, um dos principais problemas que levam a iatrogenia e até a morte desses pacientes é o momento da extubação do paciente com doença neuromuscular devido a falta de conhecimento especializado de muitos profissionais no manejo de pacientes neuromusculares.

 Hoje, um paciente neuromuscular infectado, provavelmente teria uma extubação complicada em virtude das consequências da destruição pulmonar, as lesões causada pelo vírus no pulmão, que pode levar a uma perda de até 30 a 40% da capacidade pulmonar. Se somarmos a isso, a perda prévia da capacidade pulmonar em decorrência da evolução da doença de base, teremos um processo muito delicado de extubação.

Alguns dos poucos estudos que temos relatam que as causas de morte vão além da insuficiência respiratória, como por exemplo sepse, insuficiência cardíaca, hemorragia entre outros. E que as lesões, reversíveis ou não, não se limitam a danos respiratórios, levando a um comprometimento cardíaco, neurológico e muscular. O comprometimento neurológico ocorre devido a  presença do vírus no sistema nervoso central e periférico. Quanto ao comprometimento muscular, comprovado a lesão muscular pelo aumento dos níveis de CPK, não se sabe ao certo a causa, já que não houve lesão direta no músculo. Mas uma possibilidade seria a presença de citocinas pró-inflamatórias elevadas lesionando os músculos.

Essas novas informações nos preocupa ainda mais quanto a possíveis sequelas e pensando no período de recuperação desse paciente. Uma recuperação que pode ser demorada e parcial. Não há ainda estudos a longo prazo, principalmente em nossa população onde não temos casos ainda descritos.

Em doenças como a Esclerose múltipla e na Neuromielite Óptica doenças raras autoimunes, algumas medicações por serem imunossupressoras podem aumentar o risco/gravidade dos pacientes à infeções virais. Mas não se deve interromper o tratamento sem orientação medica. Oriento conversar com o médico. Ele poderá decidir se há possibilidade de espaçar as doses avaliando o quadro do paciente.

Portanto oriento os pacientes que, em caso de FALTA DE AR, aumento da frequência respiratória e/ou queda da Saturação de oxigênio (SatO2) entrar em contato com seu médico e Fisioterapeuta e ir imediatamente para o hospital munido do ALERTA MÉDICO que entregamos a eles, e esse alerta deverá ser apresentado assim que chegar ao hospital dizendo que tem doença neuromuscular (acompanhado sempre do seu BIPAP ou ventilador de suporte de vida, extensão, tomada,bateria, e AMBÚ)

Além das orientações básicas já amplamente divulgadas para prevenção, oriento:

1- Higienizar as mãos é primordial. Lavar com água e sabão antes e após qualquer atividade, contato e higienização com álcool 70% quando não for possível lavar.

2- Não interromper tratamento medicamentoso sem falar com seu médico.

3- Se não for possível ficar sem atendimento Fisioterapêutico e demais terapias, realizar atendimento domiciliar.

4- Redobrar o uso do aparelho de tosse - Cough Assist, para higienizar e manter o pulmão íntegro (A domicílio). Conduta que deve ser realizada em pacientes com tosse ineficaz, esteja em uso de Ventilação mecânica invasiva ou não invasiva deve redobrar o uso do aparelho de tosse. E o AMBÚ para quem não possui o aparelho de tosse.

5- Realizar normalmente e diariamente as manobras já recomendadas pelo fisioterapeuta para manutenção da capacidade pulmonar realizados com o AMBÚ, 3x por dia, a domicílio.

6- Pacientes em uso de Bipap (VNI) noturno ou intermitente podem aumentar o tempo de uso para preservar e descansar a musculatura.

7- Substituir temporariamente o uso de peça bucal (para aqueles que fazem uso) por outra interface devido a facilidade de contaminação.

8- Equipe de saúde, atender de jaleco, luvas e máscara facial (que deve ser usada durante todo o contato com o paciente).

9- não entrar de sapato ao domicílio. Higienizar.

10- Higienizar a cadeira de rodas, os aros da cadeira, cadeira motorizadas, barra de apoio, próteses e órteses, utensílios, com álcool 70%.

11- Reforçara higiene dos aparelhos utilizados (AMBÚ/bipap/Interfaces/filtros/copo/Cough Assist/circuitos).

12- Se manter bem Hidratado e nutrido.

13- Não sair a não ser realmente em casos de emergência.

14- Não receber visitas.

15- Solicitar aos familiares que moram junto que ao chegar em casa que tomem banho e coloquem a roupa para lavar, higienizar mãos antes de se aproximarem do paciente. Sem beijos, toques e abraços.

Dra. Alessandra Corrales
Fisioterapeuta Neuromuscular/Respiratória/Doenças Raras
Especializada em Neurologia – UNICAMP
Especializada em Doenças Neuromusculares - UNIFESP  
Fisioterapeuta e Pesquisadora do Ambulatório de ELA do Setor de Investigação em Doenças Neuromusculares da UNIFESP
Diretora da ABrELA – Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica ELA
Membro da Associação Paulista de Distrofias Musculares APDM
Diretora Científica do Instituto Dr. Hemerson Casado – Doenças Raras
Consultora Científica do Instituto Vidas Raras
Fisioterapeuta Representante do Instituto Um Minuto pela Vida



6 de fev. de 2020

O AstroRx aumenta a capacidade de executar funções diárias em pacientes com ELA, mostram resultados de testes


AstroRx Increases Ability to Perform Daily Functions in ALS Patients, Trial Results Show

 13 DE JANEIRO DE 2020 - By Ines Martins, PhD       

Os pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA) que receberam a dose mais baixa do candidato a terapia celular da Kadimastem, AstroRx, sofreram uma redução significativa na progressão da doença nos três ou quatro meses após o tratamento, mostram resultados atualizados do estudo clínico de fase 1/2 da empresa.

Nos meses subsequentes, no entanto, a doença se deteriorou a taxas semelhantes às anteriores ao tratamento, sugerindo que doses repetidas ou doses mais altas - ambas sendo testadas no estudo em andamento - podem aumentar a eficácia do AstroRx.

Não foram relatados eventos adversos graves relacionados ao tratamento ou toxicidades limitantes da dose no primeiro grupo de pacientes pelo menos seis meses após o tratamento, sugerindo que a dose mais baixa (100 milhões de células) é segura e bem tolerada.

"Esses resultados em um pequeno subconjunto de pacientes do primeiro grupo experimental tratado com 100 milhões de células AstroRx são encorajadores, pois o tratamento parece ser seguro", disse Marc Gotkine, MD, departamento de neurologia do Hadassah Medical Center, Jerusalém, em um Comunicado de imprensa.

"Após a conclusão do período de acompanhamento de 6 meses, a análise inicial dos dados apresentados parece demonstrar um benefício de eficácia transitório que durou de 3 a 4 meses após o tratamento", disse Gotkine, que também é o principal investigador do estudo. "O estudo agora continua com doses mais altas e injeções repetidas".

O AstroRx é uma terapia celular feita de astrócitos maduros e saudáveis, que são células em forma de estrela do sistema nervoso central que normalmente mantêm um ambiente cerebral saudável, mas são anormais em pacientes com ELA, contribuindo para a progressão da doença.

A terapia pronta para uso é derivada de células-tronco embrionárias humanas e espera-se compensar astrócitos doentes, impedindo a perda de células nervosas motoras quando injetadas no fluido espinhal de um paciente.

Estudos em animais mostraram que o AstroRx é seguro e pode atrasar o início da ELA, manter a função muscular e aumentar a sobrevida. Isso levou a empresa de biotecnologia em Israel a abrir um ensaio clínico de Fase 1 / 2a de um único local (NCT03482050) avaliando doses crescentes de AstroRx em pacientes com ELA.
O estudo de rótulo aberto está sendo conduzido no Centro Médico Hadassah Ein-Kerem e deve inscrever 21 pessoas com doença em estágio inicial. O recrutamento está em andamento.

O objetivo principal é determinar a segurança e a tolerabilidade da terapia. As medidas secundárias incluem alterações nos escores revisados ​​da ALS Functional Rating Scale (ALSFRS-R), força muscular respiratória, força de preensão manual, força muscular de membro e qualidade de vida.

A empresa compartilhou dados dos cinco primeiros pacientes incluídos no estudo, os quais receberam uma única infusão de 100 milhões de células - a dose mais baixa de AstroRx testada - e foram acompanhados por pelo menos seis meses após o tratamento.

Após confirmar a segurança do tratamento, os pesquisadores avaliaram sua eficácia e a duração dos efeitos terapêuticos - medidos através de alterações nos escores do ALSFRS-R, que abrangem fala, deglutição, curativo e higiene, entre outras funções diárias.

Nos três meses anteriores ao tratamento com AstroRx, o escore ALSFRS-R dos pacientes caiu 0,87 pontos por mês, em média, um declínio semelhante no estado funcional, conforme descrito em estudos anteriores sobre ELA.
Nos três meses após o tratamento, no entanto, o ALSFRS-R aumentou em média 0,26 pontos por mês, sugerindo que a capacidade dos pacientes de realizar atividades diárias aumentou nesse período.

Os pesquisadores também examinaram a alteração média do ALSFRS-R quatro, cinco e seis meses após o tratamento. Enquanto a taxa de progressão da doença ainda era significativamente mais baixa nos primeiros quatro meses do que antes do tratamento (com um declínio médio de 0,32 pontos por mês), aos cinco e seis meses era semelhante ao período pré-tratamento.

Isso indica que esta dose de AstroRx é eficaz apenas por um período de três ou quatro meses, após o qual os pacientes vêem sua doença se deteriorar a uma taxa semelhante à anterior ao tratamento.

"Estamos muito animados com os resultados finais d0 corte A, demonstrando que o AstroRx oferece um benefício clínico significativo em termos da escala de classificação ALSFRS-R", disse Rami Epstein, CEO da Kadimastem. "Estamos ansiosos para continuar nosso estudo, avaliando os potenciais benefícios a longo prazo de um regime de doses mais altas, bem como administrações repetidas de nossa inovadora terapia celular".

O estudo agora está avaliando uma dose mais alta da terapia (250 milhões de células) em outro grupo de cinco pacientes, todos os quais foram inscritos. A Kadimastem recrutou o primeiro paciente para um terceiro grupo que receberá duas injeções de AstroRx de 100 milhões de células, separadas por dois a três meses meses.

Os resultados do segundo e terceiro grupos são esperados para agosto e a primeira metade de 2021, respectivamente. Na pendência de resultados positivos de segurança e eficácia, um quarto grupo receberá duas injeções de 250 milhões de células.

"Como no corte A, a resposta clínica foi claramente demonstrada durando pelo menos 3-4 meses após a injeção celular, o corte B incluirá uma dose mais alta de células e o corte C incluirá injeções repetidas com intervalos de aproximadamente 3 meses", disse Michel Revel, MD, PhD, fundador e diretor científico do Kadimastem. “Os cortes B e C têm uma promessa potencial de resposta prolongada. O perfil de segurança positivo também nos permite testar o AstroRx em outras doenças neurodegenerativas ”, disse ele.


 


30 de jan. de 2020

Plano de saúde não pode ser cancelado no caso de aposentadoria por invalidez

 


Entendimento é do Tribunal Superior do Trabalho (TST)

20/09/2018 - Pollyanna Brêtas

A Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Companhia Energética do Maranhão (CEMAR), que suspendeu o plano de saúde e odontológico de uma industriária aposentada por invalidez. A decisão segue o entendimento do TST de que a situação enseja a reparação por danos morais. A Justiça determina ainda que a empresa reative ambos os planos da aposentada.

Na reclamação trabalhista, a aposentada afirmou que, com o cancelamento, teve de pagar por procedimentos médicos. Ela pedia o restabelecimento dos planos e a condenação da empresa ao pagamento de indenização. A Cemar, em sua defesa, sustentou a legalidade da suspensão, alegando que, com a aposentadoria, teria ocorrido corte nas contribuições feitas pela trabalhadora.

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) determinou o restabelecimento dos planos, mas julgou indevida a reparação por dano moral não haver ficado configurada ofensa de cunho moral nem ato ilícito. Segundo o TRT, o dever de reparar é cabível somente na ocorrência de ato que cause dano, e não em “dissabores do cotidiano”. Para a relatora do recurso de revista da aposentada, ministra Maria Cristina Peduzzi, a decisão do TRT deveria ser revista por estar em desacordo com a jurisprudência do TST, diante da comprovação do cancelamento indevido do plano e das despesas médicas daí decorrentes. Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso e fixou a indenização em R$ 10 mil.

Aposentadoria por invalidez não encerra vínculo empregatício
Para Renata Vilhena Silva, advogada especializada em direito à saúde do escritório Vilhena Silva Advogados, a decisão do TST abre uma jurisprudência que não estava prevista na Lei dos Planos de Saúde. Segundo ela, há regras específicas para a extinção do contrato de trabalho, em casos de demissão e aposentaria, e a manutenção da cobertura. Renata explica, no entanto, que no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho não há extinção do vínculo empregatício, mas uma suspensão, em caso de aposentadoria por invalidez ou licença médica.

— Quando o funcionário se aposenta por invalidez ou auxilio doença, o contrato de trabalho fica suspenso e não se encerrou. O entendimento do TST é de que o contrato não é extinto, como se estivesse congelado. Não tem mais as contribuições previdenciárias, mas a extinção só vai se dar com a morte do funcionário. Por esse fenômeno, a Justiça entende que o plano não pode ser suspenso — explica Renata Vilhena.

A Lei Previdenciária prevê a reavaliação da aposentadoria por invalidez deve ser feita a cada dois anos por um perito do INSS, e dependendo da avaliação do técnico a aposentadoria pode ser cancelada. Os segurados com mais de 60 anos e aqueles com mais de 55 anos que gozam do benefício há mais de 15 anos não podem ter o benefício cancelado pelo órgão. Ainda assim, a Justiça do Trabalho entende que o vínculo empregatício só é extinto com a morte do beneficiário. A advogada Renata Vilhena ressalta ainda que a cobertura do plano seguirá os moldes do contrato firmado entre a empresa e a operadora, inclusive sobre custos de coparticipação ou pagamento de parte da mensalidade.

Já Rodrigo Araújo, advogado do escritório Araújo, Conforti & Jonhsson, acredita que é um problema o desconto de mensalidade do empregado: — O problema é saber o que fazer com o plano de saúde desse empregado que está com o contrato suspenso em razão de aposentadoria por invalidez. O que se tem recomendado é a manutenção desse benefício para o empregado, com o pagamento integral da mensalidade feito pelo empregador, até porque não haveria como descontar nada do empregado, pois este não tem salário enquanto está com o contrato suspenso.

Manutenção de planos após demissão ou aposentadoria
Em junho de 2012, passaram a valer as novas regras de manutenção dos planos de saúde para funcionários aposentados e demitidos. Terá direito ao beneficio o ex-empregado demitido sem justa causa, que tiver contribuído no pagamento do plano de saúde empresarial. Os aposentados que contribuíram por mais de dez anos podem manter o plano pelo tempo que desejarem. Quando o período for inferior, cada ano de contribuição dará direito a um ano no plano coletivo depois da aposentadoria. Já os demitidos poderão permanecer no plano por um período equivalente a um terço do tempo em que foram beneficiários dentro da empresa, respeitando o limite mínimo de seis meses e máximo de dois anos.
  
LEIA MAIS:


Imagem meramente ilustrativa


26 de jan. de 2020

Desenvolvimento de iPS a partir de células somáticas doadas de pacientes com doenças neurológicas




I-Descrição do Estudo

Os fibroblastos humanos e possivelmente outras células somáticas humanas podem ser reprogramados em células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) pela expressão forçada de fatores de transcrição. As células iPS parecem compartilhar muitas propriedades com células-tronco embrionárias humanas. As células-tronco pluripotentes induzidas podem ser úteis no futuro como fonte ilimitada de células para transplante.

O principal objetivo do projeto é desenvolver células iPS humanas a partir de culturas celulares de biópsias de pele ou cabelos do paciente. As células iPS serão desenvolvidas principalmente para modelar doenças e descoberta de medicamentos, além de pesquisas básicas e para desenvolver a tecnologia que pode eventualmente permitir o uso de células iPS para futura terapia de transplante. As células iPS desenvolvidas no decorrer desta aplicação não se destinam ao uso em terapia de transplante. O desenvolvimento futuro de células iPS para terapias de transplante clínico será submetido à devida autorização por comitês éticos e regulatórios.

II-Condição ou doença

Distúrbios neurodegenerativos

III-Descrição detalhada

A derivação de células iPS humanas abre novos caminhos para modelar doenças humanas, já que agora é possível desenvolver células iPS a partir de fibroblastos ou outras células somáticas de pacientes com várias condições. Essas células iPS podem ser direcionadas para se diferenciar nas células afetadas em condições específicas. Anormalidades no desenvolvimento das células afetadas, bem como sobrevivência ou função alteradas das células podem ser estudadas. Assim, as células iPS podem servir como um modelo inestimável para o estudo da patogênese de doenças humanas e também para o desenvolvimento de novos fármacos e a triagem de moléculas de alto rendimento para efeitos tóxicos ou terapêuticos. Além do grande potencial das células iPS para modelagem de doenças e terapia de transplante, as células podem ter amplas aplicações em pesquisas básicas em várias áreas, como reprogramação, desenvolvimento básico e outras.

IV-Tipo de Estudo: Observacional

V-Matrícula estimada: 120 participantes

VI-Modelo Observacional: Controle de Caso

VII-Perspectiva de Tempo: Prospectiva

VIII-Data real de início do estudo: abril de 2009

IX-Data estimada para conclusão do estudo: dezembro de 2025

X-Recursos do Centro de Informações de Doenças Raras e Genéticas

Doença de Alzheimer Familiar
     Retinite Pigmentosa
         Esclerose Lateral Amiotrófica
        Doença de Huntington
        Ataxia Spinocerebelar
       Atrofia Muscular Espinhal
       Ataxia Telangiectasia Disautonomia Familiar 

     XI-Medidas de resultado

Retenção de bio-espécime: amostras com DNA
Doação de uma amostra de pele de até 10 mm de diâmetro da pele, que será removida em uma operação cirúrgica de um paciente que está programado para ser submetido a uma operação por razões médicas e sem relação com o estudo em questão.

XII-Idades elegíveis para estudo: 18 anos ou mais (adulto, idoso)

XIII-Sexo elegível para estudo: todos

XIV-Aceita Voluntários Saudáveis: Sim

XV-Método de amostragem: Amostra sem probabilidade

XVI-População do Estudo

120 doadores para cobrir 10 distúrbios neurodegenerativos diferentes (especificados anteriormente) com base em 10 doadores por distúrbio e 20 doadores saudáveis ​​de controle.

XVII-Critério de inclusão

Doadores que sofrem de diferentes distúrbios neurodegenerativos (especificados) programados para serem submetidos a cirurgia por razões médicas ou doarão um ou alguns cabelos - para serem removidos intactos do scull ou de outras áreas do corpo.
Doadores saudáveis ​​programados para serem submetidos a cirurgia por razões médicas ou doarão um único ou alguns cabelos - para serem removidos intactos do scull ou de outras áreas do corpo.

XVIII-Critério de exclusão: Nenhum

Para saber mais sobre este estudo, você ou seu médico podem entrar em contato com a equipe de pesquisa usando as informações de contato fornecidas pelo patrocinador.

XIX-Contatos

Benjamin E. Reubinoff, MD PhD 011-972-2-677-4569 benjaminr@ekmd.huji.ac.il

XX-Patrocinadores e Colaboradores

Organização Médica Hadassah

XXI-Investigadores

Pesquisador Principal: Benjamin E Reubinoff, MD, PhD Organização Médica Hadassah


Tradutor Google
Texto editado
Imagem meramente ilustrativa