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Em 2009 fui diagnosticado com uma doença do neurônio motor (DNM) Trata-se de uma doença neuromuscular, progressiva, degenerativa e sem cura. Mesmo assim insisto que vale a pena viver e lutar para que pesquisas, tratamentos paliativos, novos tratamentos cheguem ao Brasil no tempo + breve possível, alem do respeito no cumprimento dos nossos direitos. .

7 de jan de 2011

As novidades medicamentosas para os pacientes com ELA


 

Marco Antonio Chieia fala sobre novas drogas e estudos abordados no Congresso Internacional em Orlando
18/12/2010

Na reunião para cuidadores, familiares e pacientes de ELA, promovido pela Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA) neste sábado, o Dr. Marco Antônio Chieia apresenta as novidades debatidas tanto no 18º Annual Meeting Internacional Alliance os ALS/MND Associations quanto no 21º Simpósio Internacional de ELA/Doença do Neurônio Motor, realizado no início de dezembro, com relação ao tratamento medicamentoso para os portadores de ELA.

“Esse ano não tivemos grandes novidades com relação aos tratamentos medicamentosos. Mas é importante destacar um novo remédio, o dexpramipexole que visa melhorar a função mitocondrial do neurônio motor que já está na fase 2 de testes. Com efeitos positivos, basta agora identificar a segurança e eficácia do mesmo, além de fazer um estudo controlado da doença do neurônio motor”, declarou o Dr. Marco Antônio Chieia.

O neurologista também comentou sobre algumas decepções durante o Congresso, em especial com relação à dois medicamentos específicos. “Tanto o talampanel quanto o pioglitazone se mostraram não eficazes para o tratamento ao longo dos testes, isso acabou decepcionado muitos que estavam por lá”.

Em contrapartida, o médico destacou resultados positivos com pesquisas com as células-tronco. “Tivemos alguns resultados animadores, principalmente com relação ao uso de células do neurônio motor transformadas através de estimulação oriundos de células de pele, chamadas IPS”, animou-se.

A priori, esses estudos foram feitos com pacientes que sofrem de atrofia do músculo espinhal e de Esclerose Lateral Amiotrófica e os resultados foram positivos com os grupos menores, agora as pesquisas com os grupos maiores só acontecerá em 2012. “É preciso de uma certeza se há tempo de sobrevida do neurônio motor, por que sabemos que ele se transforma, mas não sobrevive”, concluiu Chieia.