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Em 2009 fui diagnosticado com uma doença do neurônio motor (DNM) Trata-se de uma doença neuromuscular, progressiva, degenerativa e sem cura. Mesmo assim insisto que vale a pena viver e lutar para que pesquisas, tratamentos paliativos, novos tratamentos cheguem ao Brasil no tempo + breve possível, alem do respeito no cumprimento dos nossos direitos. .

31 de out de 2012

Atuação da Fisioterapia em pacientes com Esclerose lateral Amiotrófica (ELA)




Por Renata Costa Pereira - Fisioterapeuta

A ELA ( esclerose lateral amiotrofica) é uma doença degenerativa que atinge os neurônios da ponta anterior da medula e os feixes piramidais, comprometendo com isso os neurônios motores superiores e inferiores que são responsáveis pelo movimento voluntário, levando a perda desta função.

O indivíduo com ELA geralmente evolui com o quadro clínico de fraqueza muscular e fadiga, conseqüentemente numa diminuição de suas atividades da vida diária – AVDs..

A fraqueza muscular progressiva pode ser uma das maiores queixas de desconforto nestes pacientes, e é com esse foco no sistema musculoesquelético que a atuação da Fisioterapia Motora junto com a equipe multidisciplinar.

O medico diagnostica a patologia e encaminha para a fisioterapia motora e para fisioterapia respiratória.No qual o fisioterapeuta realiza uma avaliação, sendo que nesta avaliação o fisioterapeuta irá realizar colher as informações sobre a historia atual (HDA), historia pregressa ( HPP), exames complementares, alguns testes específicos de reflexos, teste a contração muscular, observar sobre clönus, fraqueza muscular, alteração respiratória. O fisioterapeuta durante a avaliação vai determinar o melhor tratamento para cada caso.

Na fisioterapia motora pode ser realizada fora ou dentro da piscina, neste caso a terapia tem indicação para a hidroterapia devido as propriedades da água, mas ainda não são todos os pacientes que tem acesso a este tipo de terapia especifica. Na hidroterapia é uma fisioterapia realizada dentro d’agua com a temperatura ente 32º-33º com objetivo de trabalhar movimentos de relaxamento, alongamento e diminuição da dor. Sendo mais fácil para o paciente realizar dentro d’ água que não possa ser realizada no solo, já que na água não temos a ação da gravidade, eliminando o peso do corpo. O tratamento fisioterápico irá auxiliar na manutenção e prolongamento da independência do paciente.

O fisioterapeuta que acompanha o paciente com ELA deve estar atento aos sinais de cansaço, conhecer os fatores pessoais e clínicos que agravam os sintomas da doença e orientar o paciente e o seu cuidador quanto à conservação de energia. Torna-se necessário, portanto, adaptar o tratamento de forma individualizada respeitando a tolerância e as necessidades do paciente, visando manter sempre que possível a sua máxima independência funcional.