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Em 2009 fui diagnosticado com uma doença do neurônio motor (DNM) Trata-se de uma doença neuromuscular, progressiva, degenerativa e sem cura. Mesmo assim insisto que vale a pena viver e lutar para que pesquisas, tratamentos paliativos, novos tratamentos cheguem ao Brasil no tempo + breve possível, alem do respeito no cumprimento dos nossos direitos. .

30 de set de 2015

ELA: abordagem terapêutica tambem pela nutrição


Por Antonio Jorge de Melo

“Não vivemos para comer, mas comemos para viver.”
(Sócrates)

Desde os primórdios do pensamento humano sabemos que os alimentos guardam estreita relação com a saúde. Hoje, muitos   especialistas que tratam doenças neurodegenerativas como a ELA, incorporam a sua prática clínica diária, além das medicações clássicas no tratamento da doença, como o riluzol e a memantina, a mudança dos hábitos alimentares do paciente, retirando de sua dieta alimentos neurotóxicos, e introduzindo alimentos neuroprotetores, aliado ao uso de suplementos alimentares, polivitamínicos e antioxidantes.

Em linhas gerais, essa é a proposta do Dr Maurílio Sarruf Estefan em sua abordagem terapêutica da ELA. Dr Maurílio Sarruf é Médico Intensivista e Nutrólogo, ligado a Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva e Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, e atende na Clínica Bioclin, na linda cidade de Nova Friburgo, no Rio de janeiro.

Ontem (29/9), eu e o amigo Marcos Paim, paciente de ELA e colaborador do Movela,  tivemos a honra de estarmos juntos na Clínica do Dr Maurílio. Confesso que fiquei bastante impactado com as informações que este especialista me passou sobre a fisiopatologia da ELA, e sua relação direta com muitos alimentos neurotóxicos que ingerimos no dia a dia sem termos qualquer noção do quanto podemos agravar a doença. Ao mesmo tempo, segundo ele revelou, com uma alimentação rica em antioxidantes é possível minimizar ou a até mesmo neutralizar o efeito neurótoxico de certas substâncias endógenas presentes no organismo do paciente acometido de ELA.

Enquanto a ciência não traz uma solução definitiva para a cura da ELA, hoje é possível sim lançar mão de uma gama razoável de tratamentos multidisciplinares e com diferentes focos, onde é possível preservar a nossa vida e renovar a nossa esperança por dias melhores.