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Em 2009 fui diagnosticado com uma doença do neurônio motor (DNM) Trata-se de uma doença neuromuscular, progressiva, degenerativa e sem cura. Mesmo assim insisto que vale a pena viver e lutar para que pesquisas, tratamentos paliativos, novos tratamentos cheguem ao Brasil no tempo + breve possível, alem do respeito no cumprimento dos nossos direitos. .

21 de set de 2012

O quanto somos capazes


O quanto somos capazes

Derrubar barreiras não é uma tarefa fácil. Destruir conceitos pré-estabelecidos menos ainda. Sabemos o quão árduo é o caminho para se trilhar a inclusão. Um trajeto cheio de obstáculos, mas também repleto de recompensas. Afinal, os desafios fazem parte da vida de gente de coragem, escudo daqueles que buscam a felicidade.

Gente que deseja ser feliz em uma sociedade justa, igual e humana. Sem deixar de ser colorida, diversificada e inclusiva. Feita de pessoas que gostam de gente ousada, persistente. E por que não, diferente?

Gente que sai de casa todos os dias para encarar um mundo sem acessos. Gente que quer mostrar a sua capacidade independente do que os outros pensam. Gente que não se importa com obstáculos físicos. Enfrenta o preconceito, a pior de todas as barreiras. Gente que sempre tem um sorriso disfarçando a dor da desigualdade, da segregação. Gente com deficiência. E com muita eficiência. Gente que sonha com a melhoria da vida do outro.

Àqueles que ousaram acessos antes inalcançáveis, saibam que ainda podemos muito mais. De tijolo em tijolo, vamos derrubar muralhas e conquistar enfim a sociedade que tanto sonhamos: igual, acessível e justa.

Hoje, somos 45,6 milhões de pessoas com deficiência - visual, física, auditiva, intelectual, múltipla - em um Brasil ainda aquém de nossas expectativas. Mas, a última década foi decisiva para provarmos o quanto somos capazes para cobrar por nossos direitos e nos fazermos não só visíveis, mas participativos, produtivos e, acima de tudo, cidadãos em busca de felicidade.

 
Neste Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o grito é nosso.

Um grande beijo, Mara Gabrilli